Uma folha em branco, uma caneta azul, um pensamento longe, um coração acelerado, uma consciência em conflito, idéias surgem a todo instante, essas idéias, às vezes me deixam a beira da loucura, da insanidade, quero voltar ao normal, mas já não sei mais o que realmente é normal, uma confusão toma conta de minha pessoa, entro num mundo totalmente complexo e maluco.
Quanto mais tento procurar uma saída, mais perdido fico, um misto de emoções e razões, as idéias me cercam, me fazem rir, chorar, gritar, me iludem e cada vez mais me confundem se estou no mundo real ou imaginário,
Nesse mundo tenho sensações nunca antes sentidas, não sei no que acreditar, nem para onde caminhar, sei apenas que estou preso, sem saída, cada lado uma idéia, uma sensação, estou perdido num mundo que eu mesmo criei, ou imaginei, quero sair voltar ao inicio, mas cada porta adentrada não se pode mais voltar, apenas seguir em frente.
Sinto medo, e ao mesmo tempo uma coragem enorme, fico excêntrico e tímido, meus remorsos surgem na minha frente, meus apegos me atrapalham para caminhar, a consciência me engana, minha razão fica me atormentando, meu coração me ilude, cruzo portas sem olhar para trás, procuro uma saída qualquer, uma saída que me leve ao mundo que eu tenha controle, de minhas ações e reações, não sei onde vou chegar.
Olho em volta e nada vejo, apenas portas e paredes, sinto uma claustrofobia,
Quero apenas sair, tento correr por entre as portas, na ilusão de chegar ao final, faço escolhas aleatórias, rezo para a sorte ser minha aliada, uma confusão mental, estou totalmente sozinho, dentro de uma paranóia, não parece um delírio da minha mente, pois as portas não me deixam voltar, apenas se fecham.
Então percebo que em uma das minhas mãos tenho uma caneta azul, sinto meu coração bater acelerado, estou ofegante, o suor escorre pela minha testa, meu corpo está tremulo, abro os olhos e vejo na outra mão uma caderneta, com rabiscos, palavras escritas na velocidade do pensamento, com espaços compassados como as batidas do coração, respiro aliviado, sinto meus pés no chão, e percebo que tudo não passou de uma ilusão, e que estou novamente no mundo meu mundo real.
Eduardo Dias Gonçalves
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