Gaúcho urbano
Sem engano,
Com o pano,
Engana o minuano.
Com a estampa,
De homem rude e bravio,
Do homem do pampa,
Guerreiro avíl.
Da vida amarga,
O qual leva,
Enquanto ceva,
A vida como carga.
Gaúcho sem dúvida,
E com o laço,
Segura a vida,
E agüenta o tironaço.
Mas no fundo,
Grato por ser gaúcho deste pago,
Vivendo e amando,
Cada segundo.
Firme e forte,
Como ferro ou aço,
A dor não sente,
E se sustenta no espinhaço.
Homem quase em extinção,
Mas com a certeza de que leva consigo,
A pureza e a essência no coração.
Eduardo Dias Gonçalves
15/04/2006
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