A vida é uma só,
no máximo duas,
como o aperto do nó,
ou cheio de tranças cruzadas entre si;
Mas não te achica vivente,
sei que tu sentes,
a dor do açoite,
o peso da noite;
A vida é amarga e fria,
escura e nublada,
não nos poupa a cria,
faz-se malvada;
Na vida não se põem maneias,
ela passa como o vento,
dança como tormentas,
e sempre foge em seu cavalo: tempo;
Tempo o qual esse não se doma,
e da gente toma,
segredos, reminiscências, alegrias e felicidades,
isto a vida nos leva, mas deixa sempre a saudade;
É preciso lutar até alcançar,
um motivo,
e ter o objetivo de ganhar,
um sonho, um pensamento, uma realização;
E se a derrota se apresentar,
e te sentires assoleado,
não pense no passado,
boleia a perna e volta a montar;
Podes outra rodada tomar,
mas não esquece de levantar,
acorda-te pra vida peão,
e ao invés de açoitar o tempo,
passa-lhe a mão,
como faz o teu padrinho: o vento;
Segue galopando,
desviando dos cupinzeiros,
porque a vida vai se apagando,
como velhos braseiros.
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