
Palavras, ha as palavras, se eu conseguisse expressá-las através da fala, eu com certeza seria outro, embora a minha mão se deixada levar por minhas emoções ainda assim traduza fielmente meus sentimentos, sejam eles de qualquer tipo e classe, honestos ou ousados, na minha imaginação as fronteiras são apenas as mentes de leitores sedentos por pecados ou então por algum eventual deslize que eu deixe transparecer, nem tudo o que a caneta transmite para o papel, é impresso ou grafado, alguns dos mais variados poemas, textos ou contos logo ao surgirem são dados como natimortos, e antes mesmo de serem relidos e corrigidos são apenas rasgados ou deletados para sempre.
Uma obra que se parece com a vida, que tem roteiros escritos pelo destino e com passar do tempo adapta-se a várias vidas e personagens variados, em um livro não caberiam todas as minhas histórias, nem saberia em que gênero classificá-lo, a caneta nas minhas mãos percorre kilometros de linhas para trazer as mais variadas sensações, apenas algumas simples invenções são o mecanismo ideal para despertar sentimentos variados, através do papel ou papiro, e com uma simples caneta ou pena tinta, as palavras são colocadas num instante do pensamento para as letras, para assim perpetuarem novos pensamentos e assim sucessivamente continuarem a divagarem no mundo inteiro.
Meus pensamentos não são todos meus, alguns tem uma pitada de Sócrates, Einstein, Beethoven, João’s e Maria’s por ai afora, cada um deles faz parte da minha construção, até mesmo meus inimigos que tentaram me derrubar contribuíram de alguma forma para meu crescimento, intelectual, espiritual e moral, embora esteja vestido numa carapaça opaca e desgastada, por dentro ainda palpita um coração luminoso e cheio de vitalidade.
Eduardo Dias Gonçalves
Foto de: Eduardo Gonçalves
Nenhum comentário:
Postar um comentário